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Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Marketing - "Serei Candidato à Câmara de Vila do Conde?"

(Se entrou nesta página a sua curiosidade foi enorme, por isso mereço um like ou um insulto!)

Sou o tipo 26316 a falar sobre o assunto abaixo!

Não é novidade para ninguém que existem por aí inúmeros sites e até mesmo vídeos no YouTube, uma "particular TV" que são autênticos "caça-visualizações", ou seja, ClickBait!

A definição é bem explícita (click + isca). O que acontece na realidade é que clickbait gera dinheiro. E se dá dinheiro toda a gente o faz. Por isso estou a fazer este texto ridículo para testar a hipótese da geração de dinheiro (que não acontecerá), mais não seja irei verificar o fluxo de "trânsito" que este post gerará! Bem como os insultos de que serei alvo nas redes sociais, mas HEIN!!! Dizem que não existe isso de  má publicidade, outro erro...

Se chegou até aqui verificou que isto nada tem a ver com o título em Si e que não sou candidato a coisa nenhuma. Simplesmente coloca-se um título "susceptível de várias interpretações", mais para o enganador, mas sem enganar, ora vejamos... "Serei" e termino com uma pergunta, logo aqui posso levar as pessoas a pensar que sou o próximo candidato à Câmara, o que fará as pessoas mesmo que não queiram, mesmo que lhes custe, clicar neste link e o abrir... Escolhi este titulo por estar "na bera" e estarmos em época de eleições.

Sim, ter um lucro é importante. Não vou negar isso, pois eu também preciso de dinheiro para comer e pagar as contas ao final do mês.  Porque é verdade: existem coisas que são erradas, esta técnica é uma delas... Mas tanta revista, TV, Jornalistas, Pseudo-Jornalistas, Bloggers (like me), usam este método!

Quantas vezes lemos um título de uma notícia e não vamos ao cerne da questão? Ou ao contrário quando lemos um título e lemos a notícia até ao fim e afinal nada tem a ver com o que foi anunciado em letras garrafais e a negrito? 

Um bom exemplo são os 20 filhos que a namorada do Ronaldo irá ter, pois no espaço de 2 meses já esteve grávida dia sim, dia não.

A nossa curiosidade leva-nos a abrir, a clicar, a ansiar por este tipo de "iscas" e muitos vivem à custa dos likes, dos comments, das visualizações, etc...

O facebook diz que tentará acabar com este tipo de "notícias"; bem como revistas, jornais e TVs, mas se o fizerem não vendem... Logo aqui aparece a velha dictomia ganhar e ou perder? Decerto ninguém quer perder... 

Exemplos "fresquinhos", aviões que afinal não caíram; pessoas que afinal não se suicidaram, as fontes que não existem, ou melhor neste momento nem existem fontes, simplesmente se mandam notícias para o ar...

"O nosso mundo por ser tão digital e por estarmos tão envolvidos no que se passa online muitas vezes faz com que nos esqueçamos que isso (clickbait) acontece e esquecemo-nos de onde devemos colocar um ponto final a isso."

P.S. Agora não me batam!

 

Marketing - A questão dos Fundos ir ao "fundo"... 20.000,00€ para Comprar um Barco!

 Fonte: http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/ba401ecd7/6417524_zmf5L.jpeg

Existem 3 tipos de fundos comunitários:

1 - Aqueles que são bem utilizados nas empresas / associações pois são usados para qualificar, inovar e internacionalizar;

2 - Aqueles que servem para enriquecer certas empresas, mais concretamente as de "consultadoria" pois um projecto que numa empresa do ponto 1, numa empresa deste ponto tem sempre um custo X x 1000%;

3 - Aqueles projectos parvos como o abaixo descrito

Temos um fundo de 20.000,00€ (maior parte comunitário) para a compra de uma embarcação para queira ser armador, ora bem...

Por um lado não explica que tipo de embarcação tem que ser comprada nem para pescar o quê, logo os 20 mil devem dar para comprar uns troncos de madeira, fazer uma jangada e comprar uma cana de pesca (não profissional nem de carbono, senão o dinheiro não dá) e ir para um lado "pescar"... Se for nesta óptica de "armador de jangada" o apoio pode ser suficiente...

O parágrafo anterior foi para brincar com o ridículo que este apoio é na sua forma e conteúdo mesmo desconhecido...

Ora bem mesmo que alguém compre uma "caíca"; termo usado nas Caxinas para os pequenos barquinhos em madeira que vemos em muitas praias, só aqui deveremos gastar 25% do fundo. Se na mesma "caíca" se comprar um motor, lá se vai mais uns 25% do fundo. Os restantes 50% seriam, acho eu para comprar o aparelho de pesca (cobos, redes, gamelas, anzois, fio, etc...). Que deverá dar:

- uns 50 Cobos

- Uma gamela com uns 25 Anzóis

- Um aparelho

- Pouco material diverso para substituir o que irá se estragar

Comprando tudo isto, seremos "armadores". Sabendo que o máximo que provavelmente poderemos pescar serão uns bons 50 peixes...

Exmo. Jerónimo Rato eu não fico surpreendido por quase ninguém se ter candidatado a este fundo; eu não fico surpreendido ver o "dinheiro deitado ao mar" destes fundos. E "só é maluco quem se mete NISSO", ou seja, nesse apoio! 

Fico surpreendido em falar em renovar a frota pesqueira (com 20 mil euros????), Hummm, não me parece.

Fico é surpreendido por 2 pessoas terem-se candidatado ao mesmo, Pessoas essas que eu gostaria de conhecer!

A História Interminável dos Fundos Comunitários em Portugal, e a verdadeira TRAGÉDIA das oportunidades perdidas, resume-se à ideia simples de “ter ideias para ir buscar fundos”, em vez de “financiar com fundos as boas ideias”, as tais que demonstraram que têm potencial agregador, para criar valor e emprego.

Agora é a “diáspora” e encontros que se multiplicam pelo país… enfim… empresários da TRETA e políticos da TRETA que só sabem viver de fundos comunitários e de subsídios.

 

Marketing - Gestão Expectativas

Muitos dos problemas que me surgem no dia-a-dia estão, de alguma forma, relacionados com as expectativas que se criam em relação aos outros e/ou situações e a posterior desilusão: aquela pessoa não teve a atitude que esperávamos dela, aquela situação não correu como tínhamos planeado, aquilo que ambicionámos para a nossa vida profissional não aconteceu… Se sabemos que criar expectativas faz parte da natureza humana, é importante questionar-nos se, de facto, estamos ou não a colocar as nossas expectativas à frente da compreensão que temos da realidade.

Uma empresa quando quer internacionalizar-se procura no mercado externo potenciais clientes, agenda reuniões e vai para a mesmas com o pensamento que vai abrir portas nesse mercado e com o contacto com os players desse mercado começa a ter noção de como o mercado opera, certo? ERRADO!

Muitas das empresas que “vão lá fora” para mercados onde nunca operaram, pensam que irão encontrar a solução para todos os seus problemas e que basta ir a um determinado país, ter meia dúzia de reunião e irão regressar do mesmo com um monte de notas de encomendas, nada mais, nada menos do que estar longe da realidade, pois a probabilidade disto acontecer é muito, muito remota.

Uma pessoa vai a um país conhecer a realidade do mesmo, trocar informações com os possíveis clientes e quando regressa o seu trabalho não termina, pois continua a parte do follow up, continuar a falar com as pessoas que se reuniu e desta forma num futuro conseguir uma encomenda, isto é transversal a qualquer mercado e qualquer empresa.

Basicamente o que digo é que eu quando viajo na Ryanair, sei que vou levar com o tipo a me vender comida 2 vezes; sei que vou levar com o tipo a me vender perfumes 1 vez e sei que vou levar com o tipo a me vender raspadinhas 1 vez. A minha expectativa dado ter pago um voo barato é que o avião levanta voo e aterre.

Quando viajamos com uma Lufthansa para o mesmo destino que viajaríamos com a Ryanair, a nossa expectativa é maior, pois a companhia “é melhor”, o preço é mais caro, e no final levamos com umas sandes de sei lá o quê, ou um bolo manhoso, mais um copo de sumo e esquecemos a nossa expectativa fundamental que é levantar e aterrar, chegamos ao fim e dizemos, paguei tanto para isto?

Uma pessoa quando faz uma viagem de prospeção, é para isso mesmo, para conhecer o mercado e fazer a caminhada longa step by step, e não pensar como muitos pensam que é: “Veni Vidi Vici” pois se tiverem esta fórmula é partilhar aqui com o Je.

Marketing - (In) Sucesso Vinhos Portugal

feira Varsóvia.jpg

 (Hall 1 Feira de Varsóvia)

Depois de muitos atropelos e andar a mandar bitaites sobre o tema em epígrafe, eis que resolvo escrever algo sobre o assunto. Sou um acérrimo defensor do vinho português, e acho que temos os melhores vinhos do mundo, pois além de terem um sabor fantástico, não têm o nome apaneleirado dos vinhos franceses (merlot,sauvignon, etc...).

Temos vinhos com "nome macho" temos vinhos com castas de sabor fantástico mas temos também um grande problema, não conseguimos competir com os demais países... Sim comigo à sempre um mas...

Então como é possível com um produto fantástico não termos sucesso como os demais com a mijoca vinagre que vendem? Resposta óbvia, temos uma mente pequeninha e pensamos pequeninho também, pois vamos para a guerra sozinhos, sem as mesmas armas que os demais...

Os demais levam em conta a regra "unidos somos mais fortes" por isso vendem a marca país, Vinhos do Chile, Vinhos de Itália, TODOS JUNTOS... Mas nós que somos os "maiores" que fazemos, olhamos para o vizinho do lado e vemo-lo como nosso concorrente, aliás vemos fantasmas onde eles não existem... ou andamos a prestar demasiada atenção à música dos Def Leppard "When divided we stand baby, united we fall" (todas as menções a Def Leppard é sempre digna de uns bons 2 likes)... Pois meus amigos, Divide you fall!

Está na hora de começarem a criarem consórcios, clusters e começarem a combater os verdadeiros concorrentes com as mesmas armas, e os mesmos batalhões...

Olhem para a imagem acima, temos na próxima feira de Varsóvia 100 expositores Italianos que ocupam nada mais nada menos que metade do Pavilhão 1 e TODOS JUNTOS. E que fazemos nós Portugueses? Vamos 12 produtores, sozinhos e somos espalhados cada um com o seu estaminé por 3 pavilhões...

Eu vem gostava de viajar e chegar a um qualquer restaurante ou hotel e olhar para a lista de vinhos e poder escolher um vinho português, e não ter que levar com um vinho apaneleirado, ou uma mijoca que se bebe quente (sim até os Alemães nos começam a ultrapassar com o mijo vinho deles...) Ou sempre me posso dirigir à China Town mais próxima para emborcar um Mateus Rosé!

Está na hora de se unirem e criarem uma marca, uma identidade, VINHOS DE PORTUGAL! E assim a luta será mais leal e justa com algumas hipóteses de vitória.

Meus Caros não levem á letra a música dos Gadelhudos Loiros: "When divided we stand baby, united we fall" pois divide you will fall!

P.S. Se algum produtor de vinhos por erro cair aqui neste post e concordar com o disparate que escrevi aqui, podem enviar-me uma caixa de vinho pelos 5 minutos perdidos a escrever isto (tinto de preferência)!

Marketing – A Vida

Um dia uma das pessoas "mais indispensáveis" de uma empresa caiu a um poço e essa mesma pessoa era aquela a quem o patrão tinha imensa estima e consideração.

A medo um dos assistentes da pessoa que estava no poço foi dar a péssima notícia ao patrão explicando que o tipo tinha caído e não havia como o tirar de lá, pois era muito fundo e não haviam cordas que chegassem até lá.

Este subalterno fez a cabeça ao dono da empresa dizendo mesmo que conseguíssemos arranjar o material para o conseguir salvar, os custos de toda aquela operação, mais o tempo de toda aquela operação não justificaria salvar o indivíduo, por isso a melhor solução seria promove-lo e deixar o pobre coitado lá no fundo a morrer de fome.

O patrão pouco convencido com aquela história foi até ao local examinou o mesmo, chamou alguns capatazes da empresa para verificar a melhor solução para conseguir retirar de lá de dentro o homem e todos os capatazes já minados pelo seu futuro chefe, disseram que levaria imenso tempo, recursos e dinheiro para conseguir tal façanha.

O patrão lá desiludido e sem ver outra alternativa disse que não conseguiria dormir e viver com o tipo lá no fundo a esperar que chegasse a hora dele e ordenou que todos tapassem o buraco até cima de forma a mais ninguém poder cair naquele poço.

Os capatazes acataram a ordem e lá foram enviando pazadas de terra para dentro do poço e quando a terra estava quase no cimo do mesmo começaram a ver uma cabeça, depois o tronco depois a pessoa cá em cima.

À medida que iam enviando terra para dentro do poço iam enchendo o mesmo fazendo com que o tipo lá em baixo fosse conseguindo subir.

Na Vida e nas Empresas irá sempre aparecer alguém que julga que é mais apto do que tu para o teu lugar, pessoas sem escrúpulos e sem auto estima e só conseguem por “esquemas” e por destilação de veneno nos tentar rebaixar. Muitas pessoas vão atirar terra para cima das nossas cabeças, querendo que nos afundemos e não tenhamos motivação. Todos irão tentar nos enterrar nesta vida, e todos somos (in) despensáveis... Mas quando atirarem terra sobre nós, vamos nos sacudir, subir e sobreviver sempre.

Marketing - Less is More!

                              (Lêm tudo antes de comentar a foto)

Todos os dias somos bombardeados com publicidade com conteúdos que não compreendemos e com conteúdos que o nosso cérebro está farto de ouvir e basicamente entra em modo "off".

Desta forma as empresas vêm-se obrigadas a criar conteúdos mais directos que consigam acoplar o maior número de pessoas possíveis, e este é o pesadelo de todos os Marketeers que conheço. Pois fazer algo de bom com muito é fácil mas fazer algo de extraordinário com nada, aí sim reside o verdadeiro desafio.

A qualidade do conteúdo hoje precisa ser alta para passar "pelo radar" do seu consumidor. Para isso, acredito como consumidor que o conteúdo precisa de ser Relevante, Impactante, Consistente e Original... Algo como a foto acima!

Quando andamos a "bater no ceguinho" com publicidades já usadas desde o século passado, quando insistimos em bombardear as pessoas com informação que não interessa, quando fazemos muito e o resultado é zero, acho que isto é indicador que algo deve ser mudado.

Aqui irei contrariar a matemática pois se percebermos como funciona o Less is More conseguimos sacar a seguinte fórmula matemática: 1 + 1 > 2

Mudemos a estratégia quando não nos acontece alguma coisa... Se for verdade que nada é perfeito, também é verdade que tudo pode ser melhorado.

 P.S. Exmas Meninas de 13, 14, 15 anos, por favor não apliquem o "Less is More" literalmente nos primeiros raios de sol de primavera, pois sair à rua quase nuas é tudo menos sexy, por favor usem o "More is Less"...

Marketing – Qual é o Nosso Porquê?

Porque nos levantamos hoje da cama? Porque lavamos o cabelo com determinado champô? Porque tomamos o pequeno almoço que tomamos, ou no meu caso não o tomamos de todo? Porque escolhemos esta roupa que estamos vestidos? Porque vêm aqui ao meu blog ler estes disparates? Porque é que vamos para o trabalho? Esta do trabalho é fácil de responder, pois precisamos de trabalhar e se faltarmos somos despedidos.

Não é isto, mas sim o GRANDE PORQUÊ? Nas empresas não estamos lá somente para vender merdas e afins… Estamos aqui para nos ligarmos. A vida e o Mundo é sobre Pessoas (sim uma vez mais enfatizo as Pessoas…). A Publicidade, O Marketing, As Empresas pretendem iluminar o modo como os seus produtos e serviços irão melhorar a vida das Pessoas e criar valor nelas (ou deveria ser assim...).

E como fazemos isto? Amor, Tempo, Morte!

Estes três conceitos abstratos conectam todas as Pessoas no Planeta, tudo o que queremos, tudo o que receamos não ter, tudo o que acabamos por comprar é porque no final do dia, desejamos Amor, desejamos ter tido mais Tempo, e receamos a Morte!

Mas o que acontece na realidade? Tememos os Amor, desafiamos a Morte e o Tempo de facto nunca é o suficiente pois é a desculpa mais usual nos dias de hoje, porque não fizeste isto ou aquilo? Não tive Tempo…

Pois meus amigos o Tempo somos nós que o fazemos e enquanto cá estamos vamos aproveitar dele o Máximo que pudemos.

Pois meus amigos a Morte é a coisa que mais receio tenho desta vida, pois não sei quando nem como ela irá vir, por isso em vez de sobreviver vamos. Viver.

Pois meus amigos o Amor é para ser. Vivido na sua plenitude, pois é ele que faz o sangue ferver e é ele que nos faz querer ter tudo e desejar tudo.

Por isso vamos viver a nossa vida neste planeta e não deixar que este planeta viva a vida por nós.

Então a minha questão é: Estão a Viver a vossa Vida, ou deixar que a vossa Vida viva a vida de vocês?

P.S. Versão 2.0 do "Collateral Beauty"

Marketing – A “Balança”

20170312_112533.jpg

 (Algo está errado nesta imagem, ou não...)

Ao levar o G. para uma festa de anos olhei para a parede em frente ao local da festa e vi a foto acima e lá fui fotografar… Serei breve neste Post, pois isto dava “pano para mangas”…

Bastava numa frase dizer ao autor da “pintura” que esta está um pouco “irreal” pois o fosso em cada um dos casos é maior… ricos cada vez mais ricos enquanto Pobres cada vez MAIS Pobres.

Só para explicar como a coisa está tão bem distribuída os 8 homens mais ricos do Mundo têm uma riqueza acumulada que equivale a 3,6 mil milhões de habitantes, ou seja, 50% da população mundial…

Agora pegamos na mesma foto e colocamos em cada lado:

Felicidade – Infelicidade

Mulher – Homem

Justiça – Injustiça

Guerra – Paz

Amor – Ódio

Etc…

Num mundo idílico a balança deveria funcionar tal como está na foto, e em alguns casos estar “inquinada” para um dos lados que mais bem faz há Humanidade, mas infelizmente vivemos num mundo ao contrário…

Podemos culpar o Marketing, a Sociedade, as Empresas, mas uma coisa é certa:

Ricos Sim…, mas em FALTA de VALORES e de POUCA VERGONHA!

Marketing - Desabafo de um PHD em Portugal!

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Legenda: Find the Wally, melhor encontrem o erro, pois até nisto se enganaram...

Depois do Post de ontem, claro que teria continuação para o de hoje, o fucking PHD. Mas eu também tenho a minha cota de culpa nisto, pois deveria ter aprendido no Mestrado alguma coisa, pelo menos os 8000€ a menos na conta, ah e os 250€ pela cartolina, mas não tinha que me colocar num PHD em Portugal com duração de 4 anos, com um custo de 3.500€ anuais, porra eu devo ser mesmo rico.
Mas começar pelo inicio, chego a primeira aula de apresentação e conheço os 15 colegas, 14 professores, eu vendedor e o meu colega engenheiro de uma empresa, ou seja, 2 tipos que vivem no mundo real e 14 que vivem no mundo dos livros, na academia… Todos os ingredientes para esta coisa correr “bem” …
Como podem ver na imagem passei a 7 cadeiras, faltam nesse diploma 2, que não o tenho comigo e ainda bem, foram duas cadeiras que chumbei, Marketing e Ética e inovação e Empreendedorismo. E porque chumbei? Porque não concordei com os profs. E o meu colega também não e acabou por desistir… Ou seja, o único gajo com os pés assentes no mercado real foi embora ficando eu com aquela gente toda lunática…
Ora bem Marketing e Ética somente disse a professora se ela fosse abrir uma empresa com tudo o que “apregoava” a empresa no dia seguinte estaria falida. Depois começou por dizer que não era ético um banco rejeitar clientes. Eu disse a função de um banco e de uma empresa é “maximizar o lucro” o papel social não cabe ao banco ou empresa privadas, mas ao Estado. Um mau cliente não é bem-vindo pois desperdiça tempo e recursos e dá prejuízo. Mote dado para o meu chumbo.
Ora bem, Inovação e Empreendedorismo, um Prof, todo arrogante do tipo eu sei, eu, posso eu mando. Uma vez nas apresentações uma das colegas fez uma péssima apresentação e um péssimo trabalho, mas nada justificava o que este anormal lhe disse: “ Eu sei tudo e nunca me engano, isto ta uma merda”, eu lá pensei se esta merda fosse comigo isto não terminaria bem…
Lá chegou a minha vez de apresentar o meu paper e coisa em que estou á vontade é em inovação e empreendedorismo, pois contava com um CV simpático nestas áreas em Portugal e fora dele. E lá o suprassumo começa com as suas perguntas parvas e eu lá respondia. Depois começa com o ar arrogante a lá dizer que faltavam dois pontos na bibliografia, que não tinha mencionado a referencia a um qualquer autor, pois não tinha colocado a frase entre “” e perco a cabeça e lá pergunto: você para dar esta cadeira deve inovar muito e empreender imenso, quantas empresas já trabalhou? O que é que inovou até hoje? É que olho o seu CV e só vejo docência, e artigos publicados, experiência em uma empresa é Zero, por isso antes de falar comigo, acho que deveria recuar um pouquinho pois tenho muita mais experiência nos meus doces 30 anos de idade no mundo real do que você nos seus 60. Moral, CHUMBO e acusado de Plágio!
Voltei o ano seguinte disse AMÉM, fiz as duas cadeiras só para manter a minha posição que não há filho da puta algum que me assusta com um qualquer título de merda que sabe menos que eu na minha área. Fiz a merda das duas cadeiras, passei ás duas com uma nota merdosa, e no fim mandei-os para o caralho e transferi o PHD para Espanha.
Universidade Rey Juan Carlos numa primeira fase em Madrid, mas ficava longe e a naba da minha orientadora não percebia um cú de inglês, sim a minha tese é em inglês porque não sei escrever em português. Aqui passei a pagar 1500€ por ano, menos 2000€ do que em Portugal.
Depois não gostei da experiência apesar de achar Madrid uma cidade fantástica mudei o mesmo para Santiago de Compostela, a 3h de carro de casa e as propinas 200€ por ano… Sem parte lectiva, somente 4 anos para fazer uma tese… O Ranking desta Universidade a nível académico e de reconhecimento é superior ás 3 universidades onde andava em Portugal.
Fica aqui a minha questão, ou os Espanhóis estão doidos da cabeça e errados… Ou o ensino em Portugal superior vai de mal para pior…
Para finalizar pois já vai longo, um amigo meu iraniano que estava comigo no PHD, que também desistiu uma vez me perguntou: “We are doing the PHD or is the PHD doing us?” Ao qual eu respondi, eu faço o PHD e não permito o inverso ao contrário dos demais 14.
Isto meus caros 3 leitores é o que me preocupa, estes 14 melros e os demais melros na mesma situação que eles, serão os futuros professores universitários da nossa pequenada, que serão nada mais nada menos do que professores “LIVRESCOS”!

P.S. ainda por cima não tenho Pai, mas sim sou filho de duas lésbicas com o mesmo nome...

Marketing - Mestrado os Problemas do meu Ensino!

Exma Doutora G. F.;

 
Venho por este meio demonstrar-lhe o meu desagrado quer ao primeiro ano de Mestrado (disciplinas, professores, etc) quer a nível de valor de matrícula para este 2º. ano.
 
Começemos pelo ano transacto:
 
O papagento integral do Mestrado 1º ano (propinas, inscrição, etc) ficou em três mil quatrocentos e alguns euros, no qual iríamos ter 5 cadeiras no Primeiro semestre e 4 no Segundo.
 
Relativamente ás 5 cadeiras do primeiro Semestre...., vou então cataloga-las:
 
Direito Negócios - A esta cadeira não consigo atribuir nenhum ponto positivo, talvez o curar de insónias, dado as três horas "de seca" que levava-mos ao ouvir o Professor a ler o Codigo Comercial, e as aulas basearam-se à leitura do dito Código Comercial. Em segundo lugar, não vejo nenhum relevo de importância para o mestrado, quer para o que foi aprendido por mim, não digo ZERO, mas está lá perto. Ah para a próxima não coloquem um mero advogado que nada percebe de negócios a dar a cadeira... Just Saying!
 
Simulador e Gestão de Marketing - O seu nome pomposo deixou-me de facto muito intrigado em relação a esta disciplina (o que no meu caso é bom). Mas o que é certo é que me dão para as mãos um estudo de mercado com cerca de 50 páginas e dizem, este é um simulador, tipo um jogo de Computador (eu até sou fanático por jogos) e joguem. Moral da história, o meu grupo de 5 pessoas rapidamente passou para três, e ficamos todos a olhar uns para os outros e a perguntarmo-nos " O que é isto? ". Ilações retiradas da disciplina, aspecto positivo, talvez atribuia-lhe o nome pomposo. Conselho a dar, pelo menos os Três Professores, é que convém frisar que são Três Professores podessem dar umas luzes do que fazer e como fazer, talvez dar um caso de anos transactos, mas enfim.... Nada! Para o próximo ano coloquem um quarto professor, EU!
 
Liderança e Negociação - esta disciplina já sabia à partida que para mim não iria ser estimulante, porque já havia tido na minha licenciatura. Acho que esta disciplina é interessante e o seu docente muito competente (não querendo com isto dizer que os antigos professores o fossem). Mas a disciplina teve um grande valor depreciativo, porque ou davam o nome de Liderança à disciplina ou de Negociação, porque quando se junta os dois nomes pressupõe-se que iremos abordar dois assuntos.... Nova moral da história, pressupomos que ao termos 20 aulas passamos 18 aulas a falar e a fazer trabalhos sobre liderança, e uma e somente uma de Liderança (parte que mais me interessava). Além de andarmos a falar sempre sobre Liderança, foi dito desde o início do ano que a avaliação se basearia em três trabalhos, dois foram feitos e para meu espanto a única aula que faltei foi dado a única discipina / aula de Liderança, mais um texto de 30 e tal páginas, que na aula seguinte iriamos ser avaliados por um exame que contaria 50% da Cadeira. Dado não ter ido à única aula e por muito azar a única que faltei, claro que não me encontrava preparado para ir a exame e passei logo para exame final. Tinha uma nota de 16 valores e passei de 16 para 13, esta parte fica a V/ consideração de pensar.... Karma its a bitch!
 
Marketing Relacional - Esta disciplina deveria ser a cereja no topo do bolo, dado a meu ver ser a única disciplina de marketing que iria ter num total de 5 cadeiras. Mas quanto a esta disciplina vou ser breve. De bom só mesmo o nome. Esta cadeira é o ex-libris, de como não fazer nada, não aprender nada e levar um secão de 4 horas ainda por cima em Espanhol o que acrescenta ainda mais cansaço, mas no final tira-se uma excelente nota. Moral da história, não aprendi nada (minto, aprendi um pouco de castelhano), e tirei uma boa nota. O que me lembra o meu post da Globalização e dos Filmes Porno em Espanhol...
 
Gestão de Projectos de Investimento - Esta disciplina não tenho muito a dizer, foi uma cadeira que eu tive na minha licenciatura, por coincidência a Professora tirou exactamente a mesma formação do que eu e no mesmo estabelecimento de ensino. Acho que das cinco cadeiras foi a professora que mais se empenhou e que melhor ensinou, por isso tanto disciplina como docente têm uma nota máxima na minha consideração. Para mim outra vez azar, pois já tinha tido isto isto...
 
Segundo Semestre
 
Depois de ver o que se passou no primeiro semestre, aparecenlogo o desagrado e a falta de motivação porque de facto pensa-se logo que isto não dá mais do que estava à espera, um curso intensivo, desafiador e com novos processos de aprendizagem, não se tratando o "estabelecimento de ensino" a primeira escola de marketing do país que tanto se orgulha. Ok, passamos a avaliar as disciplinas:
 
 Novas Tendências de Marketing - Sinceramente não me quero alongar muito sobre assuntos já falados e não gosto muito de me repetir. Aspecto positivo da cadeira, o NOME. De resto foram aulas chatas, onde não me trouxe nenhum valor acrescentado (tirando o facto de novamente estar a praticar o castelhano), e fico-me por aqui, não quero ser desagradável..... O Si Cariño....
 
Sistemas de Análise e apoio à Decisão - Depois de 6 cadeiras eis que chega o D. Sebastião das Brumas. Posso dizer que foi a única cadeira que gostei até então e das mais desafiantes. Que dizer acerca da disciplina, desafiante e muito trabalhosa, logo uma excelente disciplina de mestrado. GOSTEI!
 
Planificação e Direcção Estratégica - Para ser sincero até estranhei gostar de duas cadeiras no mesmo semestre já não estava habituado a tal. Cadeira desafiante, trabalhosa e com um excelente docente, nada a apontar.
 
Desenho de Projecto - Como se costuma dizer "quando a esmola é grande o pobre desconfia", duas cadeiras boas tinham que culminar com o que já era habitual, UMA MÁ. Não por culpa do docente porque o que esta cadeira teve de bom foi o seu docente, mas sim pelos seus conteúdos, não percebendo o que andei a fazer durante uma dezena e tal de aulas, dado esta cadeira poder ser dada em três ou quatro sessões.
 
No final do primeiro ano que se pode dizer? Que balanço fazer? Em 9 Disciplinas aproveitaram-se 3 (duas para mim porque já tinha tido GPI), mas não querendo ser mauzinho, fico-me pelas trés, ou seja, 33.33% do primeiro ano foi bom.
 
Agora eu na minha humilde pessoa a pensar que já vi de tudo (nunca pensam desta forma, porque isso nunca acontece); deparo-me ao ir inscrever-me no segundo ano dado que não tenho qualquer tipo de outra hipótese, (dado em primeiro lugar não me achar um desistente e por outro lado, não ter qualquer tipo de remédio senão ter que terminar o curso), com uma inscrição de 770€ (como parece mal chorar, uma pessoa parva com o preço que tem que pagar ri-se...)
Meus amigos estamos a falar em 770€ são 2/3 de salários mínimos nacionais, não gosto de ouvir expressões do tipo paga primeiro (não há outro remédio, "temos o rabo preso") e depois reclamas, ou algo a "Doutora G. está em inscrições e não pode atender o telefone, vá ver a página da net que está lá tudo explicado". A página da net já eu a tinha visto, só queria falar é que não gostei do que vi lá.
Depois vem a história que fazem 200€ de desconto, mas como me considero um aluno digamos razoável a matemática e sendo esta uma ciência universal, fazendo as contas é muito bonito pensar que nos fazem 200€ de desconto, quando aumentam 500€, É como me estarem a por 200€ no bolso direito e a retirar-me 300 que tenho do esquerdo (não querendo utilizar outro substantivo mais forte).
Depois é a história dos 12 para 10 meses, o que me fica é que eu pensava que as gasolineiras ao aumentar os combústiveis eram maus, mas esses ao menos era um cêntimo de cada vez...
 
Não entendo este aumento, temos num ano 3 cadeiras no primeiro semestre e nenhuma no segundo (Tese)...
 
Este relatório foi redigido por Narciso Augusto Marques dos Santos com o Nº 4543, o qual assumo tudo o que escrevi.
 
Com os melhores cumprimentos
Narciso Santos
 
P.S. Sim terminei o Mestrado, e a única coisa positiva que trouxe foi o "canudo" que só me custou 250€, por um papel A4 em cartolina com um selo... O ensino está completamente desapropriado com o "mundo real..." Calma, no próximo post já irei lamuriar sobre o Doutoramento...