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Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Marketing - The Fifty Shades of Grey

 Fonte: http://4.bp.blogspot.com/-EcLR6n5wD5c/UKk95kp4AFI/AAAAAAAABp4/tC5b6MqgnFQ/s1600/eu-50-tons1.jpg

A maioria das empresas lança um produto no mercado e na maior parte das vezes nem sequer fazem uma análise ao mercado, à concorrência, simplesmente lança pois tem um “feeling” que aquilo irá resultar, e perguntamos: “E os estudos de mercado?” não são necessárias pois ando nisto e ainda tu não tinhas nascido…

E aqui estou eu a fazer uma análise ao assunto (como uma empresa que não faz estudos sobre o mercado) em epígrafe sem nunca ter lido os livros, pois “i got a feeling…”, somente vi para meu desespero o 1º filme, e sei que está para sair em breve o segundo, mas decerto estarei em viagem quando esse 2º filme passar nas salas do cinema, concerteza quando passar para os sites da internet , a minha internet durante esse tempo vai estar “muito lenta” para conseguir ver um filme online, e quando o filme passar para a TV, a Box da TV irá sofrer algum acidente…

Mas uma coisa é certa o livro vendeu mais de 100 milhões de cópias, sendo que 95% do seu público alvo foi a população feminina, quem deveria estar a fazer esta análise deveria ser uma Mulher pois foram elas as causadoras deste “tamanho” fenómeno.

Qual a explicação do tamanho sucesso desta saga de 3 livros / filmes? Será que é devido á quantidade astronómica de sexo? Pois quando os 2 personagens entram em acção aquilo é de 5 em 5 minutos a ver corpos nos suados. Será que é por abordar o sexo de uma forma Bondage, provavelmente desconhecido de muitos / muitas (algemas, chicotes, etc…)? Será por causa do sexo bondage / aliado à virgindade da personagem feminina? Será por causa do personagem masculino que tem um corpo escultural, com direito ao “6 pack” e ainda por cima é cheio de dinheiro?  Será que tudo isto faz a mulherada e os 5% da “homenzada” sonhar e pensar em algo que nunca tiveram? Pois sonhar e desejar é algo que o Marketing gosta muito de criar nas pessoas.

Como é que numa sociedade com tanto tabu sobre sexo fez com que este livro e conteúdo conseguisse tornar num sucesso mundial. A autora do livro descobriu como fazer a sopa de pedra e a partir daí foi delinear uma estratégia de marketing para publicitar e vender o livro e nada melhor do que as redes sociais para tornar este fenómeno viral.

Quando saiu o primeiro trailer do filme, no primeiro dia teve 36 milhões de visualizações, nas mesmas primeiras 24 horas o filme teve 1.5 milhões de partilhas e likes.

A Editora do livro / filme, a autora do livro, o realizador do filme, conseguiram passar a imagem que este era o primeiro livro alguma vez escrito sobre esta temática sexual (abordando o Sado /Maso), levando ao “desespero” milhões e criando uma ânsia de comprar e ler o “fruto proibido”.

Mas como tudo, não passou de uma estratégia bem delineada, pois este filme não foi o primeiro do género.

A autora de As Cinquenta Sombras de Grey foi buscar a sua inspiração não apenas a Twilight, mas também a um número incalculável de outros romances. O fascínio por BDSM remonta já aos tempos do Marquês de Sade… O Império dos Sentidos (1976)… Provavelmente ao Harry Potter (dado a quantidade de “varinhas” existentes nesta saga.

Contudo vivemos numa época em que uma boa jogada de marketing aliada a uma posterior propaganda boca a boca faz toda a diferença. Pesa a favor também a surpreendente coragem da editora Intrínseca em lançar uma obra erótica, sado-maso, por sinal, em tempos de repressão sexual de politiquismos e corretismos exacerbados.

Aliado a uma forte campanha de marketing, mais uma entidade americana voltada para a defesa da moral e dos bons costumes naquele país, resolveu fazer uma campanha nacional para que o filme não fosse exibido nos EUA. Resultado, o filme disparou em bilheteira a partir da campanha da entidade (o mesmo fenómeno aconteceu com o lançamento do Código Da Vinci, quando a Igreja veio mandar as suas “postas de pescada”)…

Como bons Cristão que somos e nem gostamos do fruto proibido, quando alguém nos diz para não ver, não ler, não comer, fazemos sempre exactamente o contrário.

Se estão a pensar em lançar um livro lancem um que rompe com todos os tabus existentes, façam uma boa campanha de marketing em todas as redes sociais, e tentem fazer com que uma entidade faça uma petição pública contra, desta forma estará a exacerbar o mostro que existe dentro de cada um de nós.

Conforme disse não li os livros, mas percebo uma coisa, os mesmos não precisam de ser bons,  precisam é de ter uma máquina de marketing por trás para catapultar comentários, partilhas, likes e visualizações.

NS

P.S. Espero que alguma entidade tente impugnar a leitura do meu blog, desta forma fará que em vez de 2 visualizações diárias, teria umas 5, isso sim seria uma ajuda.

Marketing - Casamento

O Casamento… Basicamente é um vínculo / contrato / entre duas pessoas que de livre vontade fazem de forma a celebrarem o “Amor” que têm uma para com a outra com o intuito de durar para sempre. Se uma empresa procura “Amizades” com os seus Clientes, imaginem se as mesmas conseguissem “Casar” com os clientes, até que “a morte os separe”… Mas existe o reverso da medalha, O Divórcio, cada vez mais em voga nos dias que correm… Isto nenhuma Empresa o quer… Aliás acho que nenhum casal o quer… Mas são coisas que acontecem.

Casar, simplesmente, é fácil, o difícil, no entanto, é fazer com que o matrimónio dure até que a morte separe o casal, como diz a famosa frase em todas as cerimónia de casamento. Logo comprar é fácil o difícil é manter o cliente neste casamento e fazer com que ele jure fidelidade na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, blá, blá, blá… para com os Produtos / Empresas.

Agora imaginem o Marido / Esposa com os seus históricos, com as suas manias, com as suas “pancadas”, com os seus valores, com as suas valias, com os seus defeitos, ir viver para debaixo do mesmo teto com a sua Esposa com tudo o que foi atrás descrito completamente distintos um do outro, que chances tem isto para dar certo? Mas isto é um Casamento…

Valha-nos antes deste fatal passo, a fase dos “ajustes” a fase dos “treinos”. A fase onde o Casal coloca as suas hipóteses, faz os seus testes, e vai validando ou não as mesmas, basicamente a denominada metodologia científica, o alinhamento de expectativas, a época do Noivado.

Fazendo o paralelismo entre a Relação entre os Departamentos de Marketing e Vendas por exemplo, verificamos que não é muito diferente do Casamento? Ambos trabalham numa mesma Instituição, lado a lado, aparentemente com o mesmo alvo: produzir / vender mais…? Mas será que eles têm as mesmas expectativas?

Basicamente quando se namora perguntam quando vão ficar noivos; depois de ficar noivos quando vão casar; depois de casar quando vão ter o filho; depois de ter o filho quando vão ter o segundo (sexo diferente de preferência do primeiro filho(a)) and soo on… Basicamente este é o itinerário de uma relação.

Mas num casamento nem tudo é conto de fadas, como nos contam nas histórias de fadas, duas pessoas distintas, duas pessoas que as vezes não querem a mesma coisa…

Um problema nos Casamentos falta de acordo (para o meu dar certo eu concordo com tudo…), isto pode causar um grande problema, mas o casal lá adapta a sua visão e ajusta as necessidades um do outro… como diz na música de Leandro e Leonardo “Prá se ter paz no amor os dois têm que ceder”, sim aqui percebem que gosto de música sertaneja.

Entre Vendas e Marketing, deve haver um acordo pré-estabelecido entre as duas partes sobre assuntos essenciais na relação. O assunto ideal é saber quais são os Clientes ideais e com quem poderemos Casar. A definição dos Clientes é fundamental para o desenvolvimento de produtos / serviços que as empresas oferecem, como também a produção de conteúdo nas estratégias de marketing digital das empresas, o que trará novos Casamentos, sim a Poligamia aqui é permitida, mais que isso é necessária.

Eu gosto do Varzim, ela gosta do Rio Ave (basicamente um Guimarães contra Braga). Eu faço assim ela faz assado. Gostos e manias diferentes é outro tónico para termos problemas no Casamento. Para isto não acontecer, fazemos concessões, acordos, e em Equipa chegamos a um acordo.

Então na empresa é a mesma coisa. Algo que é fundamental é traçar a jornada de compra dos Clientes e definir quando e como se deve abordar cada Cliente.

Outro ponto porreiro é basicamente nós homens não entendermos as mulheres, eu cá acho que elas falam uma linguagem não entendível. Tudo vem com duplo sentido, tudo é subjectivo… Ela fala A eu entendo B, quando na verdade elas falam o Alfabeto todo numa frase. A falta de comunicação é fundamental num Casamento.

Nas empresas acontece exactamente  o mesmo a comunicação tem que ser clara, concisa e entendível. Nós homens ainda conseguimos nos esquivar de mal entendidos com uns bombons ou ramo de flores, ou… No caso de uma empresa, a falha de comunicação pode ser o divórcio, e não  há jardins que consigam remendar o mal feito numa má comunicação.

Um relacionamento conjugal requer muito esforço, respeito e adaptação (basicamente assente em 3 pilares, Sexo; Dinheiro; Amor). Da mesma forma, para as empresas poderem trabalhar de forma saudável e eficaz, é fundamental definir alguns aspectos como criar o seu público alvo, entender a jornada de compras e traçar os papéis para uma comunicação clara.

É fundamental numa Empresa casar com o seu cliente e manter esta relação duradoura pois um divórcio pode gerar o fim da empresa.

Será que esta fórmula é válida (eu acho que sim) para um casamento resultar?

Casamento = Sexo x Amor x Dinheiro

Partindo da premissa da fórmula acima, qual a fórmula de um "casamento empresarial" funcionar?

NS

Marketing - O Vendedor

Não sei se sabem quais são as 3 palavras mais odiadas em Portugal, mas aqui fica a dica:

1 - Político

2 - Advogado

3 - Vendedor

Depois de visto este ranking de palavras pouco abonatórias e tendo em conta que o meu primeiro emprego foi, Ser Vendedor, deveria realizado que algo não iria correr bem… Mas como sou positivista por natureza lá olhei para cima e verifiquei que afinal existem outras duas categorias profissionais que estão em muito “piores lençóis” do que eu estava. Mesmo a palavra Politico ser a mais odiada e verificando o valor e as regalias que esta classe aufere, não me importava de fazer parte do leque destes “seres odiados” ou nahhhh… Portanto, partindo desta premissa, no deve e no haver, de facto quem está realmente mal, são os Advogados e os Vendedores.

Mas voltando ao cerne da questão, o meu primeiro emprego foi Ser Vendedor de automóveis, ainda por cima estava eu “verdinho e acabadinho" de sair da faculdade, um género de caloiro no mundo laboral. Chego ao stand e tenho uma reunião com o meu chefe de vendas o qual me explica a minha função que se resume duas palavras: “Vender Automóveis”. Eu logo indaguei o mesmo com a seguinte questão:

  • Desculpe mas vão dar-me formação para desempenhar da melhor forma o meu trabalho?

O meu chefe olha para mim com ar de “poucos amigos” e diz-me:

  • Formação? Está lá fora na rua, aqui estão os catálogos dos automóveis que tens que vender, aqui a tabela de preços e de descontos agora vai lá para fora vender (no principio pensei: “será que isto é a minha praxe? Mais tarde verifiquei que era a realidade nua e crua!

Eu completamente atónico penso comigo… “4 anos de faculdade e não me preparam para vender um simples automóvel?” Estou F%$#&!

Desço as escadas e penso para comigo, deixa lá ver como os meus colegas fazem e desta forma tentar perceber como funciona a coisa. Chego lá abaixo e vejo os 4 colegas todos “bem-vestidos”; sapatinho de verniz a brilhar, fato e gravata tudo bem engomado e eu olho para mim e vejo os meus jeans, a minha camisa por fora das calças e os meus mocassins… e penso, ups, já começo “bem”…

No dia seguinte lá me visto a rigor como quem vai para um casamento, lá vou comprar a dita malinha preta para colocar os kilos de catálogos, a dita tabela de preços e descontos e faço-me à  rua para vender. Todavia, em vez de se traduzir em vendas, senti que estava mais numa passagem de modelos no meio da rua, pois nesta fase inicial somente mostrei o fato, a gravata e a malinha preta e coloquei pó nos meus sapatinhos de verniz, pois efectuar vendas foi o que não fiz.

Reparava que quando fazia prospecção, mal abria de uma empresa ouvia logo uma voz ao fundo vinda da recepção a dizer-me acerca da pessoa da qual eu ainda não tinha perguntado que a mesma: “estava em reunião…” “não se encontra na empresa…”.

Logo pensei estas pessoas do mercado de trabalho mais experientes do que eu já conseguem adivinhar e ler a minha mente, pois já sabem que venho cá fazer e estão a poupar-me as solas dos meus sapinhos de verniz bastante brilhantes, para estes não fazerem os restantes 10 metros até eu chegar á recepção onde “esta voz” estava sentada.

“OK”, penso eu e lá saio e vou para a rua e tento outra empresa.

Antes de entrar na empresa, alguém me diz:

  • Amigo somos todos católicos aqui não precisa de vir vender bíblias de outras religiões.

Ao qual eu respondo:

  • Sou vendedor de Automóveis e gostava de falar com a pessoa responsável pela gestão da frota do parque automóvel para apresentar os serviços da minha empresa. Uma vez mais oiço a mesma resposta:
  • A pessoa não está, ou está novamente em reunião (muito se ausentam estes gestores e muitas reuniões fazem… comigo seria mais uma reunião, penso eu…)

Depois de muitos “nãos” e de me confundirem com um vendedor de bíblias lá pensei, isto de ser vendedor não é nada fácil. E também reconheci uma verdade: coitados dos vendedores de bíblias.

Lá reconsidero que seria melhor abandonar o fato, a gravata e os sapinhos de verniz e voltar para a minha roupa não tão formal. Lá volto a buscar os mocassins, os jeans, aproveitei a camisa e o blazer dos fatos, e lá me desfiz da malinha preta.

Passado 6 meses findo o meu contrato, continua o infortúnio de não vender 1 único automóvel. Uma coisa positiva em 6 meses foi que já conseguia ultrapassar a porta de entrada das empresas e chegar até á recepção e em alguns casos conseguir com que a pessoa responsável pelas frotas dos carros estivesse na empresa e me reunisse com ele.

Fazendo as contas: final de contrato, 6 meses - 0 carros vendidos (score pouco favorável a meu favor).

Penso então numa profissão alternativa para mim já que Ser Vendedor não serve. Irei tentar ser gestor de frota automóvel de uma empresa destas que visitei, pois nunca estão na empresa logo deve ser porreiro ter tanto tempo livre.

Sou chamado pelo chefe ao gabinete e lá penso: “vou p´rá rua”.

Começa ele:

  • Ora bem 6 meses e 0 carros vendidos. O que acha?

Eu penso para comigo mesmo, uma M#$%&… Mas lá dei a resposta politicamente correcta (sim aprende-se muito na questão de dar respostas como os políticos…sim essa dita palavra mais odiada em Portugal.)

  • Sei que os resultados são péssimos e muito maus, mas fiz todos os possíveis para que fossem diferentes, mas simplesmente não resultou.

O chefe olha para mim e pergunta:

  • Sei que visitou muitas empresas nestes últimos 6 meses, sei que começou a ser diferente do restante staf da empresa e a tentar vender automóveis on-line. Sei também que atende bem os clientes pois eles recomendam os familiares, os amigos para regressarem ao nosso stand e serem atendidos pelo Caxineiro (alcunha pelo qual era conhecido no trabalho e pelos vistos pelos clientes também). Sei que pensa que vai embora, mas de facto irá continuar connosco e verá que esta tendência irá mudar, tal como mudou a sua forma de vestir (não percebi se era um elogio ou um desagrado por deixar o fato e a gravata a ganhar mofo e teias de aranha no guarda roupa.

Passados outros 6 meses já era um dos melhores vendedores da marca e dos mais acarinhados pelos clientes, porque a minha estratégia de vendas centrou-se nos seguintes pilares:

1 - Ser vendedor é ouvir muitos nãoos, muitos não está, muitos está em reuniões e continuar a lutar por um “NIM” até por fim encontrar um SIM.

2 - Ser diferente, enveredar por uma estratégia de marketing digital aliada ao marketing tradicional (vendas de carros on-line em 2005 diziam que era doido, e neste tempo vendia no Site Standvirtual o qual na altura era grátis. Vejamos como está este site agora: além de se pagar já acrescentou ao seu leque de actuação: imobiliário, seguros, sinistros, etc… nada mau para o dono do site que deve ter sido um “louco” naquela altura, agora deve estar no Web Summit como um dos grandes oradores…)

3 - Ser o mais casual possível, não sendo abandalhado na forma de vestir, mas fazer com que as pessoas olhassem para mim como se fosse um ser humano e não alguém que estava prestes a “dar o nó”.

4 - Lembrar-nos que a máxima fundamental do Marketing e na vida é “Criar Valor” pois todos os clientes e pessoas querem que criemos valor nas coisas, nos produtos, nas empresas, na familia, etc…

5 - Finalmente, esquecer a velha máxima do marketing tradicional de que temos de vender produtos. Em contrapartida devemos enveredar pelo novo paradigma dos dias de hoje em que a Nova Máxima, que eu apoio e uso no meu dia a dia: VENDER RELAÇÕES! Se nós conseguirmos Vender-nos a Nós Próprios tudo o resto vem por acréscimo.

 

N.Santos