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Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

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Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Marketing - City Marketing

A competição entre países, regiões ou cidades, leva à necessidade da sua promoção, de forma a captarem para si os recursos que permitam uma melhor qualidade de vida dos seus cidadãos.   Mas se a promoção de cidades vem sendo praticada desde o séc. IXX, a aplicação das técnicas de marketing à gestão de cidades é bastante mais recente, tendo surgido apenas nas últimas décadas, como consequência da necessidade de competir por investimentos, turistas ou mesmo residentes.

Todas as cidades têm o seu branding, Paris associamos logo torre Eiffel, eu mais a Euro Disney… Nova York; estatua da Liberdade, etc…

Vamos falar do caso de Amsterdam, onde neste momento o Governo se quer “retratar” e fazer o Re-branding da cidade e simplesmente não consegue, pois sempre irá estar associada a esta cidade a liberalização de drogas e prostituição, esquecendo muitos factos deste país, Museu de Van Gogh; Casa de Anne Frank; Os famosos moinhos de vendo, as flores, etc.

O problema está na mente das pessoas, quando perguntamos sobre Holanda e Amsterdam, a primeira coisa que vêm á cabeça é sempre drogas e prostituição, tirar esta Marca da cabeça das pessoas é tarefa quase impossível.

Aqui em Portugal temos o Porto que tem visto de ano para ano o turismo aumentar de forma brutal, muito graças aos voos da Ryanair para esta Cidade. Lisboa começa a ser considerada cidade “In”; O Algarve fruto das variadas guerras no meio oriente, cada vez tem mais adeptos (esta questão do marketing - guerra, abordar-se-á em outro post); temos Guimarães; Braga, Obidós (quem não gosta de uma boa ginjinha?)

 

Por fim temos a minha “cidade”…

 

Caxinas é um lugar pertencente a Vila do Conde, não é um bairro piscatório como muitas vezes aparece noticiado nos órgãos de comunicação social. Os Caxineiros são Vila-condenses de 1ª, como são os de outros lugares da cidade de Vila do Conde. Não queremos ser tratados como especiais, mas também não somos coitadinhos como muitas vezes parecem querer dizer... Os Caxineiros são pessoas de trabalho árduo, labutam na vida do mar horas a fio, (15,16 18 horas dia), por de trás do aspecto áspero, de um falar duro e rude encontra-se um homem amigo, fiel aos seus amigos, e muito dado a sacrifícios. Numa tese uma professora apresentava o homem das Caxinas como um "Homem de ferro em barcos de pau", nem mais. Os Caxineiros raramente viram a cara á luta, são pessoas capazes de morrer a trabalhar como a história tem ensinado ao longo dos anos. O Homem do mar merece-nos respeito! Uma palavra também às Mulheres das Caxinas. Muitas das vezes obrigadas pela própria vida a fazerem de pai e mãe ao mesmo tempo, como diz o ditado. "Por de trás de um grande homem está uma grande mulher", A todas as mulheres Caxineiras um bem-haja! Os Caxineiros são pessoas de fé, cultivam a fé na sua simplicidade, bairristas na doação aos seus e aos outros.

Nas Caxinas conta-se uma história particular. Neste lugar, zona de pesca e de mar, de rijeza e de humildade, há um povo que lutou pela sobrevivência a bordo de um barco.

Nas Caxinas ouve-se o riso e vê-se a cor. Por todo o lado, apesar das gentes sempre vestidas de preto. Não há família Caxineira que não tenha perdido alguém no mar.

Nas Caxinas vive-se com emoção. Com orgulho nas raízes. Com a coragem e a revolta dos dias vividos no limite do medo.  Com um dialecto que é único.  São “estátuas de bronze a andar”, os Caxineiros da poesia de José Régio.  Não se sabe a origem da palavra. Poderá vir do latim “cachinare”, que significa rir às gargalhadas.

Nas Caxinas vive-se em casas de azulejos alegres, com peixe a secar nas cordas a meias com a roupa preta. Faz-se do passeio público um quintal. Passa-se a velhice entre as memórias, as agulhas de tricot, o baralho de cartas e a conversa com quem passa.

Este processo de construção de marcas implica uma sequência de etapas planeadas e não fruto apenas de estratégias emergentes e efémeras. Isso não é uma visão utópica, basta fazer o benchmarking de cidades atrás referidas.

NS

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