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Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Marketing - Razões para Nunca fazer uma Tese de Doutoramento

1 - Este é o tema da minha tese: “The Digital Marketing in Social Networks and its impact on the Creation / Co-creating of value in Political Participation”. Só de olhar para o tema uma qualquer outra pessoa assusta-se e fica-se pela capa da tese. A vontade que dá é escrever o tema e logo de seguida escrever:

R: YES.

Tese feita…

2 - Who Cares? Se o tema já por si é motivo de ficar pela capa, tirando eu que fiz e refiz esta trapalhada toda, a minha orientadora que também me obrigou a refazer tudo uma e outra vez, quem mais é que irá ler esta tese? O comité científico? Se for como a minha tese de Mestrado que não a leram, porque iriam ler esta com o triplo de páginas?

3 - A Tese de Doutoramento é muito cientifico-académica, em que tudo o que se escreve tem que estar sustentado por um autor de referência. Em cada parágrafo temos uma citação a um qualquer autor. A bibliografia fica quase tão extensa como a tese em si. No final se eu terminar isto, haverá um exemplar na biblioteca da universidade, um exemplar em minha casa, e um para cada do comité científico, todos os exemplares darão um bom adorno numa qualquer prateleira a ganhar pó.

4 - O acto de ficar profissional em reescrever o mesmo assunto 20 vezes, pois nunca está bem. Quando comecei a escrever a minha o facebook tinha 800 mil subscridores, passado 1 ano lá estive que ir mudar pois passou a ter 1 bilião, passado mais meio ano, 1 bilião e 200, neste momento tem cerca de 1 bilião e meio, e ando assim sempre a mudar e refazer as coisas à medida que vão evoluindo.

5 - Adquire-se novos gostos musicais que pensávamos que nunca iríamos ouvir isto ou aquilo, pois passado tanto tempo ficamos fartos de tudo que antigamente gostávamos de ouvir e passamos a ouvir o que supostamente odiávamos pois 8 horas em frente ao PC… DAMM!, eu comecei a nutrir um gosto especial por música pimba portuguesa e música pímba brasileira (para ver se acerto com a escrita segundo o novo acordo ortográfico).

6 - Escrevemos segundo o novo acordo ortográfico, mas como não sei escrever, opto por a fazer em inglês, o que me consome 3 vezes mais tempo, do que se a fizesse em Português do “Brasil”. Ainda tentei colocar o G. de sete anos a ler isto e me corrigir o português mas ele não foi na cantiga.

7 - A distância da família, pois nunca recuperamos este tempo que poderia ter passado com os filhotes, e com toda a família em geral, pois mesmo estando cá, não estamos… Pois estamos num outro mundo, estamos no “mundo académico” … eita mundo assustador.

8 - Eu deveria me sentir um génio, um super, hiper intelectual por estar a fazer algo tão científico, mas de facto sinto-me o oposto, um “kadito” burrinho, pois as minhas escolhas literárias são tudo que tenha a ver com Valor, Redes Sociais, Política, muito redutor para a minha inteligência. Mas com a esperança disto terminar com a tese, pois quando terminar não quero nem ouvir nem ler mais um artigo sobre esta temática (valha-me os livros que leio à noite para adormecer o G. e o L. o principezinho, o Harry Potter e a Alice no País das Maravilhas).

9 - Os meus amigos não me ligam nenhum, eles falam de gajas, de carros e futebol (sim homens que fazer…) e eu somente sei falar de 1 gaja que é a minha orientadora, do meu carro pois são 6 horas de viagem ida e volta para a universidade, e não tenho tempo para ver futebol, logo a minha opinião não interessa para eles, visto eu ser um “tonto” que não sabe o que se passa.

10 - Sinto que me estou a tornar em um Chato de Primeira, pois como, vivo e respiro “aquilo” aquela temática que assombra os meus dias e que aterroriza os meus pesadelos, basicamente é um pesadelo 24 sobre 24.

11 - Eu já não cuidava muito de mim, mas neste momento ainda pior, pareço um desalojado, pois a roupa é sempre os fatos de treino (não para treinar pois não tenho vontade de correr, coisa que gostava de fazer no passeio da praia) a barba torna-se parte do cabelo, das orelhas, enfim nascem pelos em partes do corpo que nunca pensávamos ser capaz. As unhas tornam-se armas brancas, pois acho que consigo matar alguém com as minhas unhas, dado o tamanho abismal que elas têm.

12 - Pareço um senhor(a) de 80 anos, aliás eu acho que um qualquer senhor(a) tem melhor postura do que eu e queixa-se menos de dores do que eu. As minhas costas estão feitas num 8, o meu rabo está quadrado, já não existem relaxastes musculares que resultam, nem as massagem da minha fisioterapeuta que tanta porrada me dá nestas costas, penso que fico paraplégico com tanto estalos que esta coluna dá às mãos e aos pés dela.

13 - Ai a Vida… os filmes, o teatro… o que é isso? Pois o meu canal de eleição neste momento passa a ser o RTP Memória e o Canal Hollywood, para verificar o que perdi.

14 - A Orientadora, esta passa a ser a minha segunda mãe, mulher, e tudo gira em torno desta “Deusa”, pois é dela que dependemos para terminar todo este pesadelo, e é ela também o nosso pior pesadelo, manda fazer e refazer a mesma coisa vezes sem conta, mesmo tendo sido ela a pedir para fazer o que foi refeito 10 vezes, mas a culpa é minha… Arranjar um horário ou um encontro com ela torna-se tarefa quase impossível, e quando se consegue é para “levar nas orelhas” pois levar um elogio está fora de questão… Um gajo pensa, que estou aqui a fazer… sou mesmo burro, e recomeça a fase de pensar que a nossa capacidade está destruída. S#$%T.

 

Mas como não sou de desistir e esta caminhada já começou há alguns anos, só há um caminho, em frente, mal por mal, isto está 50% feito agora é só terminar os restantes 50%.

Embora lá regressar aos artigos pois já perdi 38 minutos a escrever isto, quando neste tempo já poderia ter lido uns 3 artigos da especialidade…

NS

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