Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Mishmash Marketing

Basicamente é "uma mixórdia de temáticas" de Marketing!

Marketing - Religioso Existe? Funciona?

Christopher Hitchens; Defende no seu livro que o Mundo seria melhor se não existisse religião e cerca de 70% das guerras não existiriam…

Take 1

Eu sempre tive como “Máxima” não discutir sobre 3 temas:

  • Futebol
  • Religião
  • Política

Mas como gosto de romper com os paradigmas existentes e com os meus próprios paradigmas eis que vos “presenteio" com este tema.

Quanto ás duas perguntas que o título coloca a resposta é:

Hell Yes!

Obrigado era tudo o que queria dizer.

The end…

Take 2

Lembrei-me de há 20 anos atrás em Português levar com a pior obra que li na minha vida: “Sermão de st. António aos peixes”. Sem contar que o livro me remetia novamente para a catequese, fez que eu durante algum tempo perdesse a vontade de comer peixe e polvo…

Basicamente a conclusão do livro é que a falha, do Pregador e dos Peixes / Homens, pode estar em três lugares: no emissor, no receptor ou na própria mensagem. O básico da Comunicação de Marketing entre Empresas e Clientes.

As religiões tentam persuadir, doutrinar, ensinar, evangelizar através da palavra. A maioria das religiões prega a mesma coisa, um mundo melhor através das ações de seus seguidores e o problema reside mesmo aqui, o mesmo produto com nuances diferentes …  Mesma coisa que ir a um supermercado e comprar manteiga, temos 50 tipos de manteiga e todas sabem a “manteiga” mas temos que optar por uma. E porque é que optamos por uma marca x e não pela outra qualquer do alfabeto? Ou porque alguns fogem disto e vão para a planta?

Algumas religiões existem há milênios, e com o passar do tempo foram perdendo os seus fiéis, os quais optaram por frequentar outras tantas que apareceram e os atraíram. Visto este fenómenos de êxodo nas religiões, a Religião viu-se “forçada” a praticar Marketing de forma a fidelizar os crentes existentes e atrair outros mais, começa aqui a guerra de religiões em busca de novos clientes no Mercado. Eu vejo a religião como uma empresa, que usam todas as ferramentas do Marketing Mix (os 4 P´s que já vai em 8 P´s) para atrair mais clientes.

Antigamente era mais fácil para as religiões fidelizarem os seus Crentes, pois existia um diminuto número de religiões, as pessoas eram um alvo mais fácil de atingir e quase ninguém tinha acesso a informação e educação.

Nos dias que correm as religiões têm pela frente um grande desafio, pois a informação existe e está ao alcance de um click, a educação também existe e pelo menos é obrigatória durante 12 anos o que nos permite pensar com as nossas cabecinhas, e o número de religiões cada vez aumenta mais (algumas que não lembram ao diabo, ou melhor também “lembram ao diabo…”, mas adiante.

Antigamente as instituições religiosas eram algo intocável, não se poderia falar delas, pelo menos contra elas. Sempre existiram e sempre existirão, porque o Homem precisa de algo “mais” para acreditar, é uma necessidade que o Ser Humano tem, acreditar no metafísico, algo que transcende a ciência, basicamente é uma necessidade fisiológica, como comer e beber (sim encontra-se neste nível mais básico da Pirâmide de Necessidades de Maslow. Dado a ciência precisar de utilizar o método científico para provar que 1+1=2. A religião não precisa de métodos, pois as suas respostas estão nas escrituras (susceptíveis de várias interpretações) e mais ainda em respostas dogmáticas.

O conceito de marketing religioso é certamente controverso para quase todos e incómodo para a maioria dos crentes, que o diga a minha Mãe que tanto discuto com ela, e quase sempre termina com “vais ser deserdado”.

Se considerarmos o marketing como um processo que, visando a satisfação das necessidades, traz benefícios também para quem a gera, podemos com segurança afirmar que as organizações religiosas (e aqui sim, falamos de religião) têm como objectivo – core business – satisfazer um mix de necessidades – resposta à morte (à nossa e à dos nossos), ordenação do caos, pertença a um grupo, de onde viemos, como o mundo foi criado, entre outras. Muitas destas respostas são nos dadas pela ciência mas “falar de ciência e religião” basicamente é falar de água e azeite, que o diga Galileu…

Por outro lado, sabemos também que uma das ferramentas do marketing-mix é a comunicação - o P de Promotion é a arma de arremesso mais usada pela religião, por exemplo Jesus de Nazaré. Um grande comunicador, e através da sua palavra conseguiu transformar uma religião que tinha um punhado de seguidores para o que vemos neste momento passado 2 milénios.

Mas nos dias de hoje, devido a factores que já expliquei anteriormente as religiões encontram-se perante grandes dificuldades como por exemplo:

- a perda e a dificuldade em conquistar novos fiéis;

- as poucas vocações sacerdotais;

- a dificuldade em encontrar voluntários.

Numa sociedade em Crise Económica; e ainda mais com uma enorme Crise de Valores, torna-se mais fácil comunicar de forma acertada de modo a conseguir cativar mais crentes e fieis a se juntarem à causa das religiões.

A Religião como qualquer empresa, utiliza em seu benefício todas as ferramentas do Marketing existentes para deste modo conseguir mais clientes devotos, pois a concorrência é cada vez maior bem como as pessoas cada vez mais se afastam da “palavra de Deus”.

Uma grande arma que a religião tem é o O Diabo mais uma “ferramenta” do marketing religioso, pois temos sempre que ter um bode expiatório, neste caso presente na figura do chifrudo, vermelhinho, com o seu tridente…

Finalizando (isto já vai longo) e para ser deserdado de vez, todas as empresas têm factor intrínsecos, vejamos por exemplo o cristianismo:

* Produto: Vida Eterna

* Preço: Fantástico

* Marca: Cruz

* Manual de instruções: Biblia

  • Sede Empresa: Roma
  • Delegações: Todo o Mundo

Problema de Marketing: A Comunicação.

P.S. Convido a ver este debate:

https://www.youtube.com/watch?v=xFnSjmQCGDM&t=1s

NS

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.